LUA CHEIA conjunta com Plutão em Capricórnio – Pressão a um Novo Patamar

Posted by on 11/07/2017 in Lua, Portfolio | 0 comments

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Acredito que a Lua Cheia que acontece em Capricórnio carrega em si a potência para descentralizar fluxos normativos que nos circundam. Em oposição ao Sol em Caranguejo, os dois luminares vão a esse encontro em conjunções com plutão e marte.

Construir um novo contorno ao corpo ou ao macro – aqui pensando na política, por exemplo, mas você, sinta-se livre para criar outra imagem. E como estarmos vivos é um ato político, é assim um criar de sistemas para que possamos ir e vir entre nós, trabalho, ruas, noticias…

Marte é a lâmina bélica para que possamos tecer um novo contorno, um novo estar, desbravar caminhos ou podar aqueles que não mais se compõe conosco. Plutão também é a resistência, o transmutar de vidas, quando necessário, convoca ao desapego, ao descontrole, outro tipo de corte, mas que deixa marca profunda como um toque bélico.

Pensar Capricórnio é conseguir dentro do silêncio e da sua paciente perseverança subir a montanha e observar, pressentir qual o pulso do tempo, se é para recuar, se é para avançar, subir mais, descer quando necessário.

Caranguejo sobe e desce feito pressa, estica seus olhos e anda grão a grão quando o chão é de areia, conhece os minérios como ninguém, abre espaço em sua carapaça e amplia seu mundo-corpo, se esconde nele quando necessário e volta mais seguro de si.

A Lua Cheia que acontece no grau 17°09’ de capricórnio 01h07 (br) da madrugada de 09/07 – 04h07 (ut) chega com esse fluxo, com esse convite, para que consigamos construir esse atravessar, abandonar leis, regras, corpos e porque não formações ou instituições que não representem mais as necessidades de cada um ou de um povo.

Não é um convite `a guerra, mas um despertar para que se deixe a leseira, o torpor seguindo em concordância com instantes que tem o poder de destruir, massas, pessoas, vidas, liberdades.

Se pensarmos no quadro político, que todos esses encontros da Lua Cheia transformem paradigmas estacionados na falta da memória de uns ou `a sombra da censura, já em nosso corpo, que consigamos transmutar forças e formas para conquistar mais e mais nosso ser singular, nossa liberdade.

É Lua Cheia, que toda sua luminosidade seja potente para acordar nossos desejos e nos deixar prontos para cortar e transmutar o necessário, que nos liberte forças para nos despirmos de políticas mancas. SFPage

 

– postado originalmente em Agência Cósmica de Inteligencia

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solstício de inverno

Posted by on 22/06/2017 in Astrologia, Lua, Portfolio | 0 comments

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E é SOLSTÍCIO – inverno no sul, verão no norte. Às 01h24 (br) 04h24 (ut), o Sol entra em Câncer, signo da casa, do ninho, da família, da raiz, marcando a nova estação.

O tempo tem suas formas de se apresentar, seja pelo passar das horas, das marcas pela pele, pela música e também pela noite mais longa. Aqui no hemisfério sul mergulhamos nesta noite mais longa, que toma espaço da luz do Sol, que cria fluxo para o encontro com o tempo da noite, do recolher e meditar.

Iniciamos o tempo da nutrição nesse 21/06, do encontro com o mais profundo para criarmos corpo raiz e ter potência aos montes para ocuparmos novamente a luz do dia.

Para brotarmos para a vida potente nos recolhemos e voltamos após eliminar o que não mais se compõe conosco, aproveite e mergulhe em si, perceba seu pulso e não tenha medo de virar raiz debaixo da terra, caminhe, descubra onde há espaço para relações verdadeiras e se reencontre com sua ancestralidade.

É a noite mais longa do ano, deixe seu corpo respirar aquecido, silencie e escute o pulsar da natureza.

Mani e a Mandioca – (lenda indígena)

De acordo com a lenda, uma índia tupi deu a luz a uma indiazinha e a chamou de Mani. A menina era linda e tinha a pele bem branca. Vivia feliz brincando pela tribo. Toda tribo amava muito Mani, pois ela sempre transmitia muita felicidade por onde passava.

Porém, um dia Mani ficou doente e toda tribo ficou preocupada e triste. O pajé foi chamado e fez vários rituais de cura e rezas para salvar a querida indiazinha. Porém, nada adiantou e a menina morreu.

Os pais de Mani resolveram enterrar o corpo da menina dentro da própria oca, pois esta era a tradição e o costume cultural do povo indígena tupi. Os pais regaram o local, onde a menina tinha sido enterrada, com água e muitas lágrimas.

Depois de alguns dias da morte de Mani, nasceu dentro da oca uma planta cuja raiz era marrom por fora e bem branquinha por dentro (da cor de Mani). Em homenagem a filha, a mãe deu o nome de Maniva à planta.

Os índios passaram a usar a raiz da nova planta para fazer farinha e uma bebida (cauim). Ela ganhou o nome de mandioca, ou seja, uma junção de Mani (nome da indiazinha morta) e oca (habitação indígena).

– texto originalmente postado em Agência Cósmica de Inteligência .

dança dos planetas – lua minguando.

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e você, já sentiu a dança do fogo?

Posted by on 29/05/2017 in Astrologia, Portfolio | 0 comments

Atividade solar

O fogo acontece da fricção, do contato, do encontro com o ar que o alimenta, ali de forma invisível, mas o alimenta. Nessa grande fogueira temos o encontro de marte gêmeos 25°41’ – saturno sagitário 25°44’ – vênus áries 22°17’ – urano áries 26°52’.

Esse encontro todo se dá às 01h54 (br) – 04h54 (ut) da madrugada de 29/05 e, dizer bom dia pós uma noite intensa pode causar faíscas, desencontros entre as sensações, uma semana que se inicia com uma força não muito amiga das regras e ordens.

Na madrugada em questão temos a oposição entre marte e saturno, gêmeos e sagitário como palco para essa inflexibilidade. Se fossemos brevemente pensar nos temas desse encontro falaríamos tranquilamente em: contração do movimento; determinação; aprisionamento; opressão; intolerância; assertividade… e qual outra qualidade você também quiser incorporar.

Essas qualidades geradas por esse encontro tocam o desejo de cutucar com vara curta ou então, tenta proporcionar um esmagamento aos mais sensíveis. Esses sensíveis em alguns casos estão à mercê das leis, da saúde, ou até mesmo, num distanciamento de si, causando paralisias impedindo-os de ir além, gerando muita pressão de ordem psíquica.

Ode Vingativa – Manuel de Barros

Ela me encontrará pacífico, desvendável

Vendável, venal e de automóvel.

Ela me encontrará grave, sem mistérios, duro

Sério, claro como o sol sobre o muro.

Ela me encontrará bruto, burguês, imoral,

Capaz de defendê-la, de ofendê-la e perdoá-la;

Capaz de morrer por ela (ou então de matá-la)

Sem deixar bilhete literário no jornal.

Ela me encontrará sadio, apolítico, antiapocalíptico

Anticristão e, talvez, campeão de xadrez.

Ela me encontrará forte, primitivo, animal

Como planta, cavalo, como água mineral.

Temos também junto de marte mais dois aspectos que chegam de vênus e urano, ambos em áries e em sextil com a lâmina fria lá em gêmeos.

Pensemos pelo encontro de urano e marte, um no signo de ar e o outro regente também do ar, nesse caso, aquário. Assim, podemos ter um fluxo interessante e se mergulharmos mais um pouco encontramos afinidades, um desejo imenso de liberdade, de intensidade e com isso a necessidade de agir com cautela.

Esse cuidado é necessário, pois numa visão mais natureza falamos de ações como tsunamis, rupturas, rompantes que quando se apresentam causam devastações. Também é bélico, busca por sua singularidade de forma impulsiva, com uma velocidade nas ações que não se mede e não se pensa, somente segue sentido a ação.

E claro marte já está em contato tenso com saturno, chega esse sextil de urano e provoca mais o ímpeto de ir para cima, de romper com padrões custe o que custar. Se algo assim encontra um cenário problemático da ordem da política, por exemplo, com toda certeza o risco é imenso, pega lideranças que para não perder privilégios massacra quem os coloca na massa do poder.

Há também vênus, também regente de signo de ar, libra, que faz aspecto com marte e com saturno, compartilha de fluxos nos extremos da oposição. Sextil com marte, trígono com saturno.

Por um lado temos as flâmulas iluminando as seduções, as parcerias e por outro lado à luz acontece ás vezes com certa melancolia, cumplicidade, reserva…

Vênus também é regente de touro, em libra busca a harmonia e em touro os valores, podemos pensar que no signo da balança sua regência passeia também em como equilibrar desejos e gastos.

Essa vênus toca as extremidades da oposição entre marte e saturno provocando o surgimento de questionamentos de como essa distribuição de valores econômicos acontecem entre o macro e o micro. Desde as grandes potências a nós em nossa vida.

Banksy

Agora com a fogueira bem alimentada, com todas suas ardências expostas começamos a semana.

Na cidade de São Paulo, a prefeitura com a higienização dos moradores de rua e internação compulsória oprimindo esses moradores e em alguns casos, destruindo hotéis que os recebiam e de forma mais afetuosa com o caminho da redução de danos.

A política brasileira entre tropeços e a alta do dólar por conta de escândalos envolvendo gravações. Uma política que está à disposição de um massacre sobre o trabalhador com reformas que coloca a população em geral distante, por exemplo, da aposentadoria.

Como se nessa fogueira o caldeirão lambido pelas flâmulas se encontra em fervura e vênus passeando entre lá e cá, completamente entregue as impulsividades do signo de áries. O desejo aqui é manter o controle dentro de qualquer forma de relação, a cabeça fica quente e a insônia se apresenta.

Em momentos delicados assim, com fluxos e encontros que causam no equilíbrio e atiça ações e sinapses em fúrias, é de grande riqueza conseguir se discriminar da massa e conseguir pensar e respirar com clareza.

Claro que com tanto jogo de poder envolvido é muito complicado não se ver inflamado e disposto a embates que possam salvar suas condições mínimas de vida. Desejos de derrubar muros e romper com toda forma pré-estabelecida, criar novas formas de alimentar a vida.

Para tudo isso, é sim necessário um corpo maduro, disposto a compreender onde impulsos e intolerâncias podem chegar com parcerias e controles. Que para passarmos de forma lúcida entre tensões que oscilam entre tempos de barrar ações e noutra ponta de romper com essas barreiras, só com corpo presente e ativo.

Estamos às voltas com sentimentos inflamados, e essa dança do fogo instiga mais ainda. Gaste energia, provoque seu corpo para que ele produza suor, que seus poros se hidratem e suas sinapses tenham espaços para criar e por em prática seus desejos.

dança dos planetas – dia da lua

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